
Praia de Itapuã, lotada ao meio-dia de um sábado num Janeiro escancarado. Democracia ao sol: todas as classes sociais numa morena mistura. É claro que turistas também - vermelhos e de roupas coloridas. Brasileiristicamente, o verão está sendo comemorado entre tons de pele, ginga de corpo, caipirinha, frutos do mar e um bom papão à moda baiana, quando mais de duzentas pessoas invadem a praia levando tudo que podem: é o Arrastão. Gritos. Correria. Pânico.
O enorme arrastão passou levando tudo, alguns disseram que foi um tiroteio, já outros dizem que foi um pré-maremoto, não se sabe ao certo.
O enorme arrastão passou levando tudo, alguns disseram que foi um tiroteio, já outros dizem que foi um pré-maremoto, não se sabe ao certo.
Para dona Esmeralda, tudo aquilo era normal, não havia nada nessa vida que ela já não tinha visto, todas as pessoas corriam desesperadas e lá estava Dona Esmeralda, se bronzeando e comendo seu acarajé.
Ao passar o arrastão, só se via a destruição. Na praia se aglomerou muitas pessoas, repórteres, bombeiros, curiosos, etc.
Ainda não se sabe ao certo o motivo do arrastão, todos estavam preocupados, menos Dona Esmeralda que continuava lá, comendo ser vatapá com acarajé.
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